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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Segundo estudo, homens com testículos menores seriam mais paternais

Homens com testículos menores seriam mais paternais, mostrando-se mais atenciosos e participativos nos cuidados com os filhos pequenos do que os dotados de glândulas sexuais mais volumosas, afirmaram antropólogos americanos em um estudo publicado esta segunda-feira.
Embora vários fatores econômicos, sociais e culturais provavelmente influenciem o engajamento dos pais na educação de seus filhos, os cientistas analisaram a possibilidade da existência de determinantes biológicos no instinto paternal.
Estudos anteriores já mostraram que homens com baixos níveis de testosterona seriam mais paternais do que aqueles com teores elevados do hormônio masculino, sendo estes últimos mais propensos a se divorciarem ou a manterem relações poligâmicas, lembraram os cientistas nesta pesquisa realizada por antropólogos da Universidade Emory, da Geórgia (sul dos Estados Unidos) e publicada nos Anais da Academia Americana de Ciências (PNAS) com data de 9 a 13 de setembro.
"Nossos dados sugerem que a biologia do macho humano reflete um compromisso entre a energia mobilizada na reprodução e aquela dedicada a criar a prole", explicou James Rilling, cujo laboratório conduz esta pesquisa.
"Nosso estudo é o primeiro dedicado a saber se a anatomia humana e as funções do cérebro podem explicar esta variação de instinto paternal entre os homens", acrescentou Jennifer Mascaro, principal autora do estudo.
A pesquisa foi feita com 70 pais biológicos com idades entre 21 e 55 anos, que tinham um filho entre um e dois anos e viviam com a mãe da criança.
Pai e mãe responderam separadamente a um questionário sobre o envolvimento do pai nos cuidados com o filho do casal, como trocar as fraldas, alimentar, dar banho ou ainda ficar em casa para cuidar do bebê doente ou levá-lo ao médico.
Os cientistas também determinaram os níveis de testosterona dos participantes e os submeteram a exames de ressonância magnética para medir sua atividade cerebral enquanto viam fotos do próprio filho.
Enfim, eles mediram o volume testicular dos pais também por ressonância magnética.
Os autores constaram que os níveis de testosterona e o tamanho dos testículos eram inversamente proporcionais ao envolvimento dos pais nos cuidados com as crianças expresso nos questionários.
Mais ainda, os pais com testículos menores apresentaram uma atividade mais intensa na parte do cérebro vinculada ao prazer e à motivação parental, revelada na ressonância magnética, quando observaram fotos de seu filho.
Ainda que estatisticamente significativa, a correlação entre o tamanho dos testículos e o instinto paterno não foi um consenso entre os cientistas.
"O fato de os homens serem criados diferentemente não quer dizer que não queiram ser pais atenciosos, mas pode ser (biologicamente) mais difícil para eles", afirmou James Rillings. Mas o fato de terem testículos grandes "não pode servir de desculpa para serem pais distantes", acrescentou.
"Também é possível que um compromisso crescente dos homens nos cuidados dos filhos provoque um encolhimento de seus testículos", avaliou o cientista, destacando que "a influência do meio ambiente pode provocar modificações biológicas como, por exemplo, uma redução dos níveis de testosterona com a paternidade".
O urologista Joseph Aluka, que não participou do estudo, diz ser possível haver um vínculo entre o tamanho dos testículos e atitudes mais cuidadosas com a prole.
“O sujeito que tem testículos menores é mais propenso a ter maiores dificuldades em engravidar sua esposa”, explicou à AFP Aluka, professor assistente de Urologia vinculado à New York University.
Se estes homens acabam se tornando pais mais participativos, "talvez estes caras tenham lutado para ter filhos e desfrutem mais da experiência", explicou.
No entanto, Aluka advertiu que o estudo é muito reduzido para que seus resultados possam ser generalizados.
"Não ficaria surpreso que alguns participantes afetassem profundamente os resultados desta pesquisa", advertiu.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ALIMENTOS TRANSGÊNICOS


Os alimentos transgênicos  são geneticamente modificados com o objetivo de melhorar a qualidade e aumentar a produção e a resistência às pragas, visando o lucro.
O DNA desses alimentos é modificado.

Em algumas técnicas, são implantados fragmentos DNA de bactérias, vírus ou fungos  no DNA da planta. Esses fragmentos contêm genes que codificam a produção de herbicidas. As plantas que receberam esses genes produzem as toxinas contra as pragas da lavoura, não necessitando de certos agrotóxicos. Algumas são resistentes a certos agrotóxicos, pois em determinadas lavouras precisa-se exterminar outro tipo de vegetal, como ervas daninhas, e o mesmo agrotóxico acaba prejudicando a produção total.
Alguns produtos são modificados para que contenha um maior valor nutricional, como o arroz dourado da Suíça, que é muito rico em betacaroteno, substância precursora de Vitamina A. O arroz é um alimento muito consumido em todo o mundo, e quando rico em betacaroteno, ajuda a combater as doenças por deficiência de vitamina A.
Alguns vegetais são modificados para resistirem ao ataque de vírus e fungos, como a batata, o mamão, o feijão e banana. Outros são modificados para que a produção seja aumentada e os vegetais sejam de maior tamanho. Existem também alimentos que têm o seu amadurecimento prolongado, resistindo por muito mais tempo após a colheita.

Pontos positivos

  • Aumento da produção
  • Maior resistência à pragas (vírus, fungos, bactérias e insetos)
  • Resistência aos agrotóxicos
  • Aumento do conteúdo nutricional
  • Maior durabilidade e tempo de estocagem

Pontos negativos

  • A seleção natural tende a ser maior nas plantas que não são transgênicas.
  • Eliminação de populações naturais de insetos, animais e outras espécies de plantas.
  • Aumento de reações alérgicas em determinadas pessoas

Segurança

Muitas plantas são cultivadas e analisadas pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), porém a comercialização dessas especialidades ainda não está autorizada.
Muitos transgênicos ainda não são autorizados para serem comercializados em decorrência da polêmica gerada pelo impacto ambiental e reações alérgicas já observadas em algumas pessoas.
A empresa responsável pela autorização do plantio e comercialização é a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Rotulagem

Muitos transgênicos estão chegando à mesa dos consumidores sem as devidas informações. Todos os consumidores têm o direito de saber o conteúdo do produto que está consumindo e as consequências disso, inclusive qual foi a técnica empregada para a melhoria daquele alimento.

CLONAGEM

A clonagem  (do grego Klon = broto vegetal) é processo natural ou artificial onde são produzidos organismos geneticamente idênticos. Trata-se de um tipo de reprodução assexuada  pois não envolve troca de gametas entre indivíduos.
Histórico
Em 1903 o botânico Herbert J. Webber criou o termo clonagem. Mas ela ficou mundialmente conhecida com a clonagem da ovelha Dolly, que nasceu dia 5 de julho de 1996, feita pelo cientista escocês Ian Wilmut. Em 2001 um médico italiano, chamado Severino Antinori teve a intenção de clonar num ser humano, o que causou grande agito na sociedade cientifica. Outros cientistas até anunciaram que havia clonado um ser humano, porem esses fatos nunca foram provados.
Clonagem reprodutiva
A clonagem reprodutiva se refere à produção se seres vivos geneticamente idênticos, ou seja, produção cópias idênticas de seres vivos, sejam eles animais, vegetais ou humanos. Neste processo, normalmente o núcleo de uma célula reprodutiva é retirado e esta recebe uma célula somática, que irá se fundir e se dividir, comportando-se como um embrião normal. Este embrião é implantado em uma mãe de aluguel. O organismo formado é geneticamente idêntico ao organismo doador da célula somática. Assim que a ovelha Dolly foi clonada. A célula somática utilizada é de uma glândula mamária.
Clonagem terapêutica
O objetivo desta técnica é produzir células-tronco para o tratamento de doenças e produção de órgãos para transplante. Esta técnica é a esperança de muitas pessoas portadoras de doenças como diabetes, Parkinson e Alzheimer. Esta técnica esbarra em muitos preconceitos e parâmetros éticos. O processo de produção de uma célula é muito parecido com a clonagem reprodutiva, porem a célula não é implantada no útero. As células-tronco embrionárias podem se diferenciar em todos os tipos de tecidos e são chamadas de multifuncionais, já as adultas não possuem esta capacidade, cada uma dá origem ao mesmo órgão.
Benefícios da clonagem
Os cientistas têm muitas esperanças com relação à clonagem na cura de doenças, porem esbarram em parâmetros éticos. Mas acreditam que no futuro a clonagem possa produzir células de órgãos ou até órgãos inteiros, salvando a vida de muitas pessoas e diminuindo a fila dos transplantes. Que também possa utilizar células do próprio organismo no lugar de implantes mamários, clonando as células de gordura, por exemplo. A clonagem de seres humanos poderá solucionar os casos de infertilidade e até evitar que crianças nasçam com defeitos genéticos. Espécies de animais com risco de extinção podem ser clonados.
Riscos da clonagem humana
Muitos médicos “espertinhos” podem querer lucrar muito com esta técnica, clonando seres humanos, cobrando muito dinheiro por isso.
Como ocorreu na ovelha Dolly, os clones podem ter envelhecimento precoce, uma vez que são originados de uma célula adulta.
A individualidade do organismo passa a ser invadida, pois ele será ou terá uma cópia andando por aí.
Muitas pessoas clonadas podem ser alvos de preconceito.
Aspectos éticos
Todos nos sabemos que a clonagem pode acabar se tornando um grande comércio no futuro e acabar fugindo do controle. O custo desta técnica é e será cada vez mais caro e poucas pessoas terão acesso a ela.
“A ciência precisa seguir em frente no seu objetivo de antecipar-se ao futuro, com prudência e controle democrático sobre suas aplicações práticas”. (Revista Scientifc American, Ano 2, nº 14).
Segundo a reportagem “Prós e contras da clonagem humana”, ela pode sim ser realizada, porem necessita de limites e um equilíbrio, respeitando os valores morais e éticos. Uma legislação deve ser construída democraticamente com a participação de todos garantindo uma tecnologia segura a serviço da humanidade, que respeite os valores humanos e ao mesmo tempo possa desenvolver novas tecnologias.