Mostrando postagens com marcador ATUALIDADE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ATUALIDADE. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Insetos que se alimentam de raízes ameaçam processo de sequestro de carbono

Sydney (Austrália), 29 nov (EFE).- Os insetos que se alimentam das raízes das árvores afetam à capacidade das florestas de atuarem como filtros naturais de carbono para resistir aos efeitos das mudanças climáticas, informou nesta sexta-feira a imprensa local.
Alguns estudos preveem que a elevação dos níveis atmosféricos de CO2 provocará uma espécie de "efeito de fertilização" através do aumento no ritmo da fotossíntese e da biomassa vegetal do planeta.
Mas Scott Johnson, especialista em ecologia da Universidade de Western Sydney, e seu colega Markus Riegler, consideram que tais projeções se esqueceram do impacto que poderia ser causado pelos insetos que se alimentam de raízes de árvores.
Para os cientistas, esses insetos têm capacidade para limitar o crescimento da biomassa provocado pelo aumento de CO2, o alimento das plantas no processo de fotossíntese que, em interação com a água, libera oxigênio na atmosfera.
Para efeitos do estudo, Johnson e Riegler submeteram um grupo de árvores jovens de eucalipto (Eucalyptus globulus) a diversos níveis de concentração de CO2 e à presença dos insetos que se alimentam de raízes em uma estufa, conforme foi divulgado pela emissora local "ABC".
Os níveis de CO2 fixados foram de 400 partes por milhão, que é o atual, e de 600 partes por milhão, concentração prevista para o planeta daqui a três ou quatro décadas.
Além disso, os especialistas utilizaram um tipo de besouro rinoceronte (Xylotrupes Gideon australicus), cujas larvas vivem na terra e se alimentam de raízes.
Nos experimentos, as árvores cresceram com maior rapidez em ambientes com maior concentração de CO2, como se esperava, mas isso ocorre somente na ausência dos besouros.
No caso em que não havia insetos, a biomassa de brotos e raízes cresceu 46% e 35%, respectivamente, segundo a "ABC".
Mas quando os cientistas acrescentaram os besouros nesse mesmo ambiente de alta concentração de dióxido de carbono, "as plantas basicamente pararam de crescer" por sua incapacidade de "tirar proveito dos altos níveis de CO2", explicou Johnson.
Os pesquisadores também descobriram que quando os besouros rinoceronte estavam sobre as folhas, as árvores tinham 9% menos água que os outros eucaliptos livres desses insetos.
"Se as plantas não vão crescer como era esperado ou não vão se desenvolver bem, então será reduzido o sequestro de carbono", comentou o cientista australiano. EFE

fonte:http://br.noticias.yahoo.com/insetos-se-alimentam-ra%C3%ADzes-amea%C3%A7am-processo-sequestro-carbono-055912307.html

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Congresso ameaça afastar crianças com deficiência do ensino regular

Há um lobby em curso no Congresso Nacional que pode levar à segregação de estudantes com deficiência nas chamadas escolas especiais. Pesquisas científicas e a experiência mostram que os alunos com deficiência podem aprender mais em ambientes inclusivos. Ganham eles e ganha a sociedade com a redução da discriminação devido ao convívio.
Para tratar do assunto, pedi um artigo para a jornalista Patricia Almeida, coordenadora da agência de notícias Inclusive/Inclusão e Cidadania e membro do Conselho da Down Syndrome International. Ela participou dos esforços que levaram à ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência pelo Brasil. E, mais importante, é mãe de Amanda, de 9 anos, que nasceu com síndrome de Down:
O Plano Nacional de Educação (PNE), que norteará a política do setor nos próximos dez anos, está sendo debatido no Congresso Nacional. Para um grupo de brasileiros, aqueles com algum tipo de limitação, o plano pode não cumprir a meta de aprimorar a educação. Ao contrário, poderá ser visto como um grande retrocesso nas políticas de inclusão social e capacitação de pessoas com deficiência.
Com “as melhores intenções”, um grupo de deputados federais e senadores lidera campanha para segregar estudantes com deficiência nas chamadas escolas especiais. Utilizam o argumento falacioso de que nesses estabelecimentos as crianças e adolescentes recebem atendimento exclusivo em ambiente protegido. Talvez pudessem dizer que sua ausência no ensino regular também beneficia o rendimento dos alunos “comuns”.
Ambos os argumentos são enganosos, mas extremamente difundidos entre os brasileiros. Pesquisas científicas e a experiência mostram justamente o contrário: os alunos com deficiência aprendem mais em ambientes inclusivos – e não apenas seus colegas, como toda a comunidade, ganham com o convívio. A inclusão escolar é também o melhor antídoto contra a discriminação e, por isso, nos países desenvolvidos já é prática desde os anos 70.
Embora ainda precise melhorar muito, o Ministério da Educação tem se esforçado para receber esses novos alunos na rede de ensino. Cada vez mais, eles estão saindo de casa ou deixando as escolas especiais e migrando para o ensino regular. Prova disso é que houve um impressionante aumento de quase 1.000% das matrículas de alunos com deficiência nas escolas entre 1998 e 2010.
Mesmo assim, ao invés de concentrar os esforços em garantir a qualidade necessária para que os estudantes que estão sendo incluídos progridam em salas de aula comuns, o lobby das instituições assistenciais que se dizem representantes das pessoas com deficiência como Apaes, Pestalozzis e outras no Congresso Nacional é na direção contrária.
E é também na contramão da lei e dos direitos humanos o posicionamento dos senadores da comissão de educação, que apoiam o texto defendido pelas escolas especiais. A redação proposta inclui que as crianças com deficiência devem estudar “preferencialmente'' nos estabelecimentos de ensino regular. Embora pareça uma mudança pequena, essa palavra cria duas classes de alunos, os “mais deficientes'' e os “menos deficientes'', os “incluíveis'' e os “não-incluíveis''. E isso, além de inaceitável, vai contra a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada em 2009 como norma constitucional.
Imagine uma mãe que vai matricular seu filho numa escola perto de casa e tem que ouvir da diretora que por conta daquele “preferencialmente'' a escola não precisa mais aceitar a criança? São mais de 600 mil estudantes com deficiência incluídos na rede regular de ensino público e privado. O que dizer a essas famílias? Acabou a festa? Mande seu filho de volta pra exclusão, de onde ele nunca devia ter saído?
Mas por que a inclusão não interessa às entidades filantrópicas? A resposta é simples – os recursos governamentais que as mantém são pagos per capita, e requerem que os usuários estejam lá dentro. Quando são incluídos, a verba se vai. Desesperados, os dirigentes e seus padrinhos políticos têm provocado campanhas para aterrorizar os pais, dizendo que seus filhos vão ficar sem escola.
A receita tem dado certo. Não houve um senador sequer, nem dos mais progressistas, que tenha ousado elevar sua voz contra as Apaes.
Mas afinal, senhores senadores, o que o PNE trará de concreto e afirmativo para a educação inclusiva das crianças e jovens com deficiência e para o combate à discriminação nos próximos 10 anos? Qual é a mudança proposta pelos senhores? Algum avanço ou só mesmo a volta à segregação de seres humanos?

sábado, 2 de novembro de 2013

Cientistas dos EUA avançam na busca de vacina contra a Aids

Cientistas americanos que querem desvendar os mistérios do HIV, causador da Aids, conseguiram capturar a imagem mais clara até agora de uma proteína que permite que este vírus mortal ataque as células do sistema imunológico humano, demonstrou um estudo.
Estudiosos do Instituto de Pesquisas (TSRI, na sigla em inglês) e da Universidade Weill Cornell Medical College conseguiram obter uma visão detalhada da estrutura atômica da proteína que envolve o HIV, vírus da imunodeficiência humana adquirida.
Segundo o estudo publicado na revista americana Science, a descoberta poderia abrir a via para uma vacina contra este vírus.
"Para desenvolver uma vacina se deve entender quais partes desta importante proteína trimérica podem ser reconhecidas por anticorpos amplamente neutralizantes", disse a bióloga celular do TSRI, Bridget Carragher.
"Para entender isto, deve-se compreender que aspecto tem a estrutura dessa entidade", continuou.
"Uma vez feito isso, pode-se começar a projetar uma vacina que imite essa entidade, provoque uma resposta de anticorpos e consiga com que o ser humano combata o vírus real quando aparecer", prosseguiu.
Embora fármacos antivirais sofisticados tenham sido usados para tratar o HIV em muitos países desenvolvidos, até agora não se conseguiu uma vacina contra esta infecção.
O fracasso no desenvolvimento de uma vacina costuma ser atribuído à natureza complexa da proteína que envolve o HIV, conhecida como Env.
A delicada estrutura de Env tem dificultado os esforços para obter a proteína em uma forma que permita a formação de imagens de resolução atômica necessárias para compreendê-la cabalmente.
"Tende a desmoronar, por exemplo, mesmo quando está na superfície do vírus, razão pelo qual para estudá-la temos que conseguir com que seja mais estável", disse o biólogo do TSRI, Andrew Ward.
No entanto, os cientistas conseguiram projetar uma versão do trímero Env, uma estrutura de três componentes, com a estabilidade necessária para a formação de imagens de resolução atômica.
Os pesquisadores conseguiram estudar o trímero Env usando imagens de vanguarda e microscopia eletrônica.
O uso de cristalografia de raios-X permitiu aos pesquisadores examinar o trímero Env com mais detalhes do que em tentativas anteriores.
Os dados também permitiram aos cientistas fazer comparações com as proteínas de envoltório de outros vírus mortais, como a gripe e o ebola.
Amostra de pessoa que vive com HIV é vista em laboratório que realiza pesquisas sobre Aids em 13 de setembro de 2013, na cidade de Abidjan, na Costa do Marfim

Fonte:  http://br.noticias.yahoo.com/cientistas-dos-eua-avan%C3%A7am-busca-vacina-aids-202015124.html

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pesquisadores da Unicamp usam células-tronco para acelerar cicatrização

São Paulo, 12 out (EFE).- Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um projeto inédito com células-tronco aderidas a fios de sutura, usados em cirurgias, o que pode revolucionar a medicina brasileira na regeneração de tecidos.
"As células-tronco, retiradas dos tecidos adiposo, ou seja a gordura, foram colocadas no fio de sutura comum com cola de fibrina, uma cola médica muito resistente e que modificamos para manter as células vivas durante a aplicação", explicou à Agência Efe o biólogo Bruno Volpe, que há três anos está desenvolvendo o estudo.
Os testes feitos com o material apontam o fechamento de 75% de ferimentos em apenas três dias e, segundo Volpe, "depois de vários testes, elas são capazes de sobreviver sete dias".
A cicatrização é uma das fases mais preocupantes após a cirurgia, pois depende das condições de saúde de cada indivíduo, mas com o uso das células-tronco, dois pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp descobriram a regeneração em uma fístula intestinal.
O pesquisador conta que este processo pode ser realizado em qualquer tipo de ferimento, como os de diabetes e provenientes de plásticas, mas que a fístula do intestino foi escolhida por ser um tecido fácil de ser lesionado e difícil de cicatrizar.
A grande inovação da pesquisa de mestrado de Volpe foi a metodologia de implantação das células-tronco na fístula através de um fio cirúrgico e este processo foi patenteado pela Agência de Inovação Inova Unicamp.
O próximo passo, segundo o cientista, é melhorar o tempo de vida das células-tronco para 15 dias e poder exportar a técnica a outros países.
"Mas antes, a expectativa é de viabilizar o uso do método no sistema público de saúde brasileiro para diminuir o tempo de internação, o que significa menos gasto público e melhor qualidade de vida ao paciente", disse Volpe.
O biólogo destacou que está procurando parcerias para financiar investimentos para que a técnica seja expandida a um maior número de atendimentos, já que, atualmente, o procedimento é realizado apenas com pacientes da universidade.
O teste inicial foi feito com ratos, nos quais as células-tronco regeneraram quase todo o tecido do intestino dos animais, resultado que indica uma boa adaptação em pessoas, já que estas células são encontradas no organismo humano, capazes de se transformar em outros tipos celulares, ajudando na reestruturação dos tecidos dos órgãos.
O tempo de recuperação das fístulas por meio do tratamento convencional nos ratos é equivalente ao organismo humano e pode levar até dez semanas, mas com os fios de células-tronco a aceleração do processo é "um milagre", segundo Volpe.
Desde a década de 1970, quando a medicina descobriu a existência e capacidade das células-tronco, pesquisadores buscam formas de aproveitar o potencial dessas células.
De acordo com Volpe, a aplicação direta das células-tronco não dá o mesmo resultado do que o fio de sutura enriquecido.
Em uma pesquisa espanhola, usada como referência pelos brasileiros, foi testado o poder da célula-tronco diretamente na ferida, mas sem o mesmo resultado de cicatrização; além disso, outra pesquisa dos Estados Unidos produziu fios semelhantes aos de sutura, mas com quantidade limitada de células-tronco.
Porém, os pesquisadores brasileiros conseguiram implantar as células-tronco em fio de sutura longo, com cerca de 30 centímetros, e após dois dias de preparação foi aplicado para o teste com a expectativa de que o material sobreviva por sete dias.
O estudo apontou que o procedimento não exige testes de compatibilidade da adesão das células nos pacientes e não há sinais de inflamação ou rejeição no organismo em que as células foram aplicadas.
Essa linha de investigação da Unicamp surgiu em 2005 a partir de aulas de cirurgia plástica, nas quais o cirurgião Ithamar Stocchero questionou o uso de células-tronco em fios de sutura.
"É muito importante ver os resultados de um trabalho árduo que oferece uma técnica barata que pode expandir. Isso mostra que o Brasil tem condições de produzir ciência igual ou melhor que outros países", ressaltou Volpe. EFE

Celulares: efeitos biológicos mas sem impacto comprovado para a saúde

A exposição às ondas eletromagnéticas pode provocar modificações biológicas sobre o corpo, mas os dados científicos disponíveis não evidenciam efeitos comprovados sobre a saúde, a afirma a Agência Nacional de Saúde (Anses) em um relatório divulgado nesta terça-feira.
A Anses não considera necessário modificar a regulamentação que fixa os níveis limites, mas recomenda evitar a exposição às ondas, em particular os telefones celulares, sobretudo em crianças e usuários intensivos.
O documento foi elaborado por um grupo de 16 especialistas. Eles revisaram mais de 300 estudos científicos publicados em todo o mundo desde 2009, data do relatório anterior da agência sobre o tema.
As dúvidas sobre os efeitos para a saúde das ondas eletromagnéticas se multiplicam à medida que novas tecnologias sem fio entram no mercado, e particularmente com a chegada do 4G.
As novas tecnologias podem, potencialmente, aumentar a exposição da população em geral, com novas antenas ou novos aparelhos (smartphones de última geração, tablets, etc), sintetiza a Anses.
"As conclusões não evidenciaram efeitos comprovados para a saúde, mas demonstram, com níveis de prova limitados, que há diferentes efeitos biológicos", completa a agência.
Ilustração de uso de celular

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Mudanças climáticas radicais estão prestes a ocorrer, diz estudo

Um iceberg se desprende da Costa Knox, território da Antártica que pertence à Austrália, em 11 de janeiro de 2008 
A Terra pode experimentar um clima radicalmente diferente no prazo de 34 anos, mudando para sempre a vida como conhecemos e os trópicos devem ser afetados primeiro e de forma mais intensa, alerta um estudo publicado esta quarta-feira, que visa reforçar os riscos do aquecimento global.
Com as tendências atuais de emissões de gases de efeito estufa, 2047 será o ano em que o clima na maior parte das regiões da Terra mudará para além dos extremos documentados, destacou o estudo.
Este prazo se estenderá a 2069 em um cenário em que as emissões derivadas da queima de combustíveis fósseis se estabilizarão, destacou uma análise de projeções climáticas publicada na revista Nature.
"Os resultados nos chocaram", afirmou a respeito das descobertas o principal autor do estudo, Camilo Mora, do departamento de geografia da Universidade do Havaí.
"Ao longo da minha geração, qualquer clima com o qual estejamos acostumados será coisa do passado", acrescentou.
A maioria dos estudos climáticos prevê mudanças médias globais a partir de uma data aleatória, como 2100.
O novo estudo seguiu um curso diferente, ao distinguir entre diferentes regiões do planeta e tentar identificar o ano em que o clima cruzará o limite em que os eventos climáticos considerados extremos serão a norma.
Entre os efeitos analisados estão a temperatura superficial de ar e mar, padrão de chuva e acidez dos oceanos.
"Independentemente do cenário, as mudanças vão acontecer logo", advertiu Mora, destacando que isto forçará as espécies a se adaptar ou mudar para não morrer.
"O trabalho demonstra que estamos empurrando os ecossistemas do planeta para fora do ambiente em que evoluíram e para dentro de condições totalmente novas que eles podem não conseguir suportar. As extinções são o resultado provável", comentou Ken Caldeira, do departamento de ecologia global do Instituto Carnegie de Ciência.
Segundo o estudo, os trópicos serão afetados mais rápido e de forma mais intensa. Plantas e animais tropicais não estão habituados a variações no clima e por isso são mais vulneráveis mesmo às menores alterações.
"Os trópicos sustentam a maior diversidade do mundo em espécies marinhas e terrestres e experimentarão climas sem precedentes dez anos antes do que qualquer outra (região) da Terra", destacou um comunicado.
Essas regiões também abrigam a maior parte da população mundial e contribuem significativamente para o abastecimento alimentar global.
"Em países predominantemente desenvolvidos, cerca de um bilhão de pessoas em um cenário otimista e cinco bilhões em um cenário 'business-as-usual' (n.r: mantidas as mesmas condições) vivem em regiões que irão experimentar climas extremos antes de 2050", disse o co-autor do estudo, Ryan Longman.
"Isso faz aumentar a preocupação com mudanças no abastecimento de água e comida, saúde humana, a disseminação mais extensa de doenças infecciosas, estresse causado pelo calor, conflitos e desafios para as economias", alertou.
"Nossos resultados sugerem que os países que serão impactados primeiro por climas sem precedentes serão aqueles com menos capacidade de responder", prosseguiu.
Segundo um cenário de emissões 'business-as-usual', os cientistas previram que as datas da "partida climática" seriam por volta de 2020 em Manokwari (Indonésia), 2029 em Lagos (Nigéria), 2031 na Cidade do México, 2066 em Reykjavik (Islândia) e 2071 em Anchorage (Alasca).
Os estudiosos denominaram de "partida climática" o ponto em que eventos extremos mensurados durante os últimos 150 anos - período durante o qual dados climáticos são considerados confiáveis - se tornam a norma.
"Se a avaliação estiver correta, atenção conservacionistas: a corrida das mudanças climáticas não só começou, mas está definida, com a linha de chegada da extinção se aproximando mais dos trópicos", escreveu Eric Post, do departamento de biologia da Universidade do Estado da Pensilvânia, em um comentário sobre as descobertas.
O ano 2047 foi estabelecido em um cenário 'business-as-usual', segundo o qual os níveis de dióxido de carbono (CO2) atmosférico continuarão constantes.
Atualmente, estes níveis estão abaixo das 400 partes por milhão (ppm), mas podem alcançar 936 ppm em 2100, o que significaria uma elevação média na temperatura ao longo deste século de 3,7 graus Celsius.
O ano 2067 se baseia em um cenário de redução de emissões, que alcançaria as 538 ppm em 2100, provocando um aquecimento neste século de cerca de 1,8º C.
Mais 0,7º C precisa ser adicionado às temperaturas para incluir um aquecimento que aconteceu do início da Revolução Industrial até o ano 2000.
As Nações Unidas estabeleceram como meta limitar o aquecimento global a 2º C em comparação com níveis pré-industriais para evitar efeitos catastróficos decorrentes das mudanças climáticas.

Mosquitos transgênicos são lançados no céu do Sertão

No começo da noite de uma quinta-feira de setembro, a rodoviária de Juazeiro da Bahia era o retrato da desolação. No saguão mal iluminado, funcionavam um box cuja especialidade é caldo de carne, uma lanchonete de balcão comprido, ornado por salgados, biscoitos e batata chips, e um único guichê – com perturbadoras nuvens de mosquitos sobre as cabeças de quem aguardava para comprar passagens para pequenas cidades ou capitais nordestinas.


Assentada à beira do rio São Francisco, na fronteira entre Pernambuco e Bahia, Juazeiro já foi uma cidade cortada por córregos, afluentes de um dos maiores rios do país. Hoje, tem mais de 200 mil habitantes, compõe o maior aglomerado urbano do semiárido nordestino ao lado de Petrolina – com a qual soma meio milhão de pessoas – e é infestada por muriçocas (ou pernilongos, se preferir). Os cursos de água que drenavam pequenas nascentes viraram esgotos a céu aberto, extensos criadouros do inseto, tradicionalmente combatidos com inseticida e raquete elétrica, ou janelas fechadas com ar condicionado para os mais endinheirados.

Mas os moradores de Juazeiro não espantam só muriçocas nesse início de primavera. A cidade é o centro de testes de uma nova técnica científica que utiliza Aedes aegypti transgênicos para combater a dengue, doença transmitida pela espécie. Desenvolvido pela empresa britânica de biotecnologia Oxitec, o método consiste basicamente na inserção de um gene letal nos mosquitos machos que, liberados em grande quantidade no meio ambiente, copulam com as fêmeas selvagens e geram uma cria programada para morrer. Assim, se o experimento funcionar, a morte prematura das larvas reduz progressivamente a população de mosquitos dessa espécie.

A técnica é a mais nova arma para combater uma doença que não só resiste como avança sobre os métodos até então empregados em seu controle. A Organização Mundial de Saúde estima que possam haver de 50 a 100 milhões de casos de dengue por ano no mundo. No Brasil, a doença é endêmica, com epidemias anuais em várias cidades, principalmente nas grandes capitais. Em 2012, somente entre os dias 1º de janeiro e 16 de fevereiro, foram registrados mais de 70 mil casos no país. Em 2013, no mesmo período, o número praticamente triplicou, passou para 204 mil casos. Este ano, até agora, 400 pessoas já morreram de dengue no Brasil.

Em Juazeiro, o método de patente britânica é testado pela organização social Moscamed, que reproduz e libera ao ar livre os mosquitos transgênicos desde 2011. Na biofábrica montada no município e que tem capacidade para produzir até 4 milhões de mosquitos por semana, toda cadeia produtiva do inseto transgênico é realizada – exceção feita à modificação genética propriamente dita, executada nos laboratórios da Oxitec, em Oxford. Larvas transgênicas foram importadas pela Moscamed e passaram a ser reproduzidas nos laboratórios da instituição.

Os testes desde o início são financiados pela Secretaria da Saúde da Bahia – com o apoio institucional da secretaria de Juazeiro – e no último mês de julho se estenderam ao município de Jacobina, na extremidade norte da Chapada Diamantina. Na cidade serrana de aproximadamente 80 mil habitantes, a Moscamed põe à prova a capacidade da técnica de “suprimir” (a palavra usada pelos cientistas para exterminar toda a população de mosquitos) o Aedes aegypti em toda uma cidade, já que em Juazeiro a estratégia se mostrou eficaz, mas limitada por enquanto a dois bairros.

“Os resultados de 2011 e 2012 mostraram que [a técnica] realmente funcionava bem. E a convite e financiados pelo Governo do Estado da Bahia resolvemos avançar e irmos pra Jacobina. Agora não mais como piloto, mas fazendo um teste pra realmente eliminar a população [de mosquitos]”, fala Aldo Malavasi, professor aposentado do Departamento de Genética do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e atual presidente da Moscamed. A USP também integra o projeto.

Malavasi trabalha na região desde 2006, quando a Moscamed foi criada para combater uma praga agrícola, a mosca-das-frutas, com técnica parecida – a Técnica do Inseto Estéril. A lógica é a mesma: produzir insetos estéreis para copular com as fêmeas selvagens e assim reduzir gradativamente essa população. A diferença está na forma como estes insetos são esterilizados. Ao invés de modificação genética, radiação. A TIE é usada largamente desde a década de 1970, principalmente em espécies consideradas ameaças à agricultura. O problema é que até agora a tecnologia não se adequava a mosquitos como o Aedes aegypti, que não resistiam de forma satisfatória à radiação.

http://www.youtube.com/watch?v=pazJwnxGOe0#t=159

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Vespas Mandarinas

Ataques de marimbondos gigantes matam 42 pessoas na ChinaMais de 1.600 vítimas foram atacadas, 37 estão internadas em estado grave

Publicação: 04/10/2013 11:08 Atualização: 04/10/2013 11:39




Uma onda de ataque de marimbondos gigantes provocou mais de 40 mortes no norte da China. Nos últimos meses, mais de 1.600 pessoas da província de Shaanxi foram atacadas, 200 delas estão internadas, sendo que 37 em estado grave. A maior parte sofre de insuficiência renal, um dos problemas causados pelo ataque dos insetos. As vespas mandarinas chegam a 5,2 centímetros e possuem um ferrão de 6 milímetros.




Médicos de outras regiões foram mobilizados para ajudar no tratamento e equipes foram treinadas para atacar os ninhos das vespas mandarinas.

Esta espécie consegue voar por cerca de 100 quilômetros por dia e alcançar até 45 km/h. Muitas das vítimas são alvos de dezenas de ferroadas. Os médicos chineses alegam que 10 picadas deste tipo de marimbondo são suficientes para que uma pessoa tenha que buscar ajuda médica. A toxina dos ferrões também podem provocar choques anafiláticos mesmo em pessoas que não são alérgicas.

O veneno é tão forte que as áreas picadas ficam com feridas negras do tamanho de uma moeda. A maior parte dos ataques são registrados até o mês de novembro, quando o clima passa a esfriar. Especialistas acreditam que o aumento da temperatura nas regiões urbanas estão provocando uma maior atividade dos marimbondos. 






domingo, 29 de setembro de 2013

Influência humana é principal causa do aquecimento global, reitera IPCC

27/09/2013 - 12h07


Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Relatório divulgado hoje (27) pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) mostra que a influência humana no clima é a principal causa do aquecimento global observado desde meados do século 20. O aumento das temperaturas é evidente e cada uma das últimas três décadas tem sido sucessivamente mais quente, informa o Sumário para os Formuladores de Políticas do Grupo de Trabalho 1 do IPCC.
“O relatório concluiu que a temperatura da atmosfera e dos oceanos se elevou, a quantidade de neve e de gelo diminuiu e que o nível do mar e de concentração de gases de efeito estufa aumentou”, destacou um dos coordenadores do documento, Qin Dahe.
Segundo o texto, há 95% de probabilidade de que mais da metade da elevação média da temperatura da Terra entre 1951 e 2010 tenham sido causadas pelo homem. Os gases de efeito estufa contribuíram para o aquecimento entre 0,5 e 1,3 graus Celsius (ºC) no período entre 1951 e 2010. “A continuada emissão de gases de efeito estufa vai causar mais aquecimento e mudanças climáticas. Limitar a mudança climática vai requerer substanciais e sustentadas reduções das emissões de gases de efeito estufa”, disse Thomas Stocker, outro coordenador do documento.
O relatório ressalta que, até o fim do século 21, há pelo menos 66% de chance de a temperatura global se elevar pelo menos 2ºC em comparação com o período entre 1850 e 1900. “A mudança na temperatura da superfície da Terra no final do século 21 pode exceder 1,5ºC no melhor cenário e, provavelmente, deve exceder 2ºC nos dois piores cenários”, disse Stocker. Na pior das possibilidades, a temperatura pode alcançar 4,8ºC até 2100.
Ele acrescentou que ondas de calor muito provavelmente vão ocorrer com mais frequência e devem durar mais tempo. “Com o aquecimento do planeta, esperamos ver regiões úmidas recebendo mais chuvas e regiões secas recebendo menos chuvas, apesar de existirem exceções”, disse o cientista.
O documento elaborado por 259 cientistas de 39 países apresentado em Estocolmo, na Suécia, mostrou que a elevação da temperatura dos oceanos até cem metros de profundidade pode variar entre 0,6 ºC e 2 ºC  até 2100. Além disso, devido ao aumento do degelo dos glaciares, o nível do mar deve subir entre 26 a 55 centímetros considerando o melhor cenário e, entre 45 a 82 centímetros, no pior cenário. O gelo do Ártico pode diminuir até 94% durante o verão no Hemisfério Norte até 2100.
“Com o aquecimento dos oceanos e a redução dos glaciares, o nível global dos mares vai continuar a subir, mas em um ritmo mais rápido do que experimentamos nos últimos 40 anos”, disse o pesquisador Qin Dahe.
De acordo com o documento, as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso aumentaram para níveis sem precedentes nos últimos 800 mil anos. As concentrações de dióxido de carbono subiram 40% desde a época pré-industrial (desde 1750), principalmente devido às emissões provenientes da queima de combustíveis fósseis. Segundo Stocker, como resultado das emissões passadas, presentes e futuras de dióxido de carbono, a mudança climática é um fato. “Os efeitos no clima vão persistir por muitos séculos mesmo que as emissões parem”, concluiu o cientista.
O IPCC foi criado em 1988 pela Organização das Nações Unidas (ONU) e reúne milhares de cientistas de diversos países. Já foram publicados quatro relatórios. A divulgação completa do quinto documento, incluindo os trabalhos dos grupos 2 e 3, deverá ocorrer até 2014. Nesta sexta-feira, foi lançado o documento do Grupo de Trabalho 1, que trata dos aspectos científicos das mudanças climáticas. Os dados do IPCC servirão de base para as negociações climáticas internacionais.
Edição: Talita Cavalcante
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Para ONUAids, epidemia de Aids pode acabar em 2030

A luta contra a Aids entrou em uma nova fase na qual já é possível vislumbrar o fim da epidemia, o que poderia ocorrer em 2030, afirmou no Panamá o diretor-executivo-adjunto da ONUAids, Luis Loures.
"Eu penso que 2030 é uma meta viável para dizer que chegamos ao fim da epidemia", afirmou Loures durante um encontro com jornalistas na noite de quarta-feira no Panamá.
"O HIV (vírus da imunodeficiência humana adquirida) vai continuar existindo com um caso aqui e outro ali, mas não em nível epidêmico como temos hoje", acrescentou.
Segundo dados da ONUAids, todos os anos são registradas no mundo 3 milhões de novas infecções com o HIV, vírus causador da Aids, uma doença que provoca a morte de 1,7 milhão de pessoas anualmente.
"Podemos chegar ao fim da epidemia porque temos tratamento e forma de controlar as infecções (...) estamos avançando, não há dúvidas", assegurou Loures, que está no Panamá para discutir com agências das Nações Unidas da América Latina novas estratégias para combater a doença.
Este avanço na luta contra a doença ocorre graças a um acesso maior aos medicamentos e a uma queda considerável em seu custo.
Há 20 anos, a média do tratamento anual para uma pessoa com HIV era de 17.000 dólares, hoje é de 150 dólares anuais, o que se deve, em grande parte, à introdução de genéricos.
Além disso, as pessoas com o HIV iniciam os tratamentos mais cedo do que antes, o que retarda o aparecimento da doença.
Segundo a ONUAids, o número de novas infecções anuais caiu 20% na última década em nível global e em uma lista de 25 países (13 deles da África subsaariana) caiu 50%.
Em 24 meses, o número de pessoas com acesso ao tratamento vital para o HIV aumentou 60%.
"O desafio agora são os grupos mais vulneráveis", como os homossexuais masculinos, trabalhadores sexuais e consumidores de drogas, que não têm acesso a tratamentos por medo de serem discriminados e criminalizados, segundo Loures.
"Se não conseguirmos controlar a epidemia nesses grupos, a Aids continuará conosco", advertiu.
No final de 2011, 34 milhões de pessoas viviam com o HIV em todo o mundo, a maioria (69%) na África Subsaariana, onde um em cada 20 adultos (4,9%) vive com a doença.
Essa região africana é seguida pelo Caribe e pelo Leste Europeu e a Ásia central, onde em 2011, 1% dos adultos vivia com HIV.
Segundo Loures, "hoje há um número de casos onde temos evidência de cura e isto nos transmite muita esperança".
Técnico trabalha com amostras de HIV em laboratório de Abidjan, Costa do Marfim, 13 de setembro de 2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Segundo estudo, homens com testículos menores seriam mais paternais

Homens com testículos menores seriam mais paternais, mostrando-se mais atenciosos e participativos nos cuidados com os filhos pequenos do que os dotados de glândulas sexuais mais volumosas, afirmaram antropólogos americanos em um estudo publicado esta segunda-feira.
Embora vários fatores econômicos, sociais e culturais provavelmente influenciem o engajamento dos pais na educação de seus filhos, os cientistas analisaram a possibilidade da existência de determinantes biológicos no instinto paternal.
Estudos anteriores já mostraram que homens com baixos níveis de testosterona seriam mais paternais do que aqueles com teores elevados do hormônio masculino, sendo estes últimos mais propensos a se divorciarem ou a manterem relações poligâmicas, lembraram os cientistas nesta pesquisa realizada por antropólogos da Universidade Emory, da Geórgia (sul dos Estados Unidos) e publicada nos Anais da Academia Americana de Ciências (PNAS) com data de 9 a 13 de setembro.
"Nossos dados sugerem que a biologia do macho humano reflete um compromisso entre a energia mobilizada na reprodução e aquela dedicada a criar a prole", explicou James Rilling, cujo laboratório conduz esta pesquisa.
"Nosso estudo é o primeiro dedicado a saber se a anatomia humana e as funções do cérebro podem explicar esta variação de instinto paternal entre os homens", acrescentou Jennifer Mascaro, principal autora do estudo.
A pesquisa foi feita com 70 pais biológicos com idades entre 21 e 55 anos, que tinham um filho entre um e dois anos e viviam com a mãe da criança.
Pai e mãe responderam separadamente a um questionário sobre o envolvimento do pai nos cuidados com o filho do casal, como trocar as fraldas, alimentar, dar banho ou ainda ficar em casa para cuidar do bebê doente ou levá-lo ao médico.
Os cientistas também determinaram os níveis de testosterona dos participantes e os submeteram a exames de ressonância magnética para medir sua atividade cerebral enquanto viam fotos do próprio filho.
Enfim, eles mediram o volume testicular dos pais também por ressonância magnética.
Os autores constaram que os níveis de testosterona e o tamanho dos testículos eram inversamente proporcionais ao envolvimento dos pais nos cuidados com as crianças expresso nos questionários.
Mais ainda, os pais com testículos menores apresentaram uma atividade mais intensa na parte do cérebro vinculada ao prazer e à motivação parental, revelada na ressonância magnética, quando observaram fotos de seu filho.
Ainda que estatisticamente significativa, a correlação entre o tamanho dos testículos e o instinto paterno não foi um consenso entre os cientistas.
"O fato de os homens serem criados diferentemente não quer dizer que não queiram ser pais atenciosos, mas pode ser (biologicamente) mais difícil para eles", afirmou James Rillings. Mas o fato de terem testículos grandes "não pode servir de desculpa para serem pais distantes", acrescentou.
"Também é possível que um compromisso crescente dos homens nos cuidados dos filhos provoque um encolhimento de seus testículos", avaliou o cientista, destacando que "a influência do meio ambiente pode provocar modificações biológicas como, por exemplo, uma redução dos níveis de testosterona com a paternidade".
O urologista Joseph Aluka, que não participou do estudo, diz ser possível haver um vínculo entre o tamanho dos testículos e atitudes mais cuidadosas com a prole.
“O sujeito que tem testículos menores é mais propenso a ter maiores dificuldades em engravidar sua esposa”, explicou à AFP Aluka, professor assistente de Urologia vinculado à New York University.
Se estes homens acabam se tornando pais mais participativos, "talvez estes caras tenham lutado para ter filhos e desfrutem mais da experiência", explicou.
No entanto, Aluka advertiu que o estudo é muito reduzido para que seus resultados possam ser generalizados.
"Não ficaria surpreso que alguns participantes afetassem profundamente os resultados desta pesquisa", advertiu.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Aquecimento causado pelo homem influencia clima extremo, dizem cientistas

As mudanças climáticas provocadas pelo uso humano de combustíveis fósseis tiveram um papel em meia dúzia de eventos climáticos extremos no ano passado, informaram cientistas nesta quinta-feira.
Uma equipe de especialistas examinou 12 episódios climáticos extremos em 2012, de secas nos Estados Unidos e África a fortes chuvas em Europa, Austrália, China, Japão e Nova Zelândia.
Metade dos eventos selecionados demonstrou algum indício de terem sido piores do que o esperado, devido a elementos como água do mar ou temperaturas mais quentes, causados por emissões de gases estufa e aerossóis na atmosfera.
O relatório, intitulado "Explicando os Eventos Extremos de 2012 de uma Perspectiva Climática" (em uma tradução livre), foi publicado no Boletim da Sociedade Meteorológica Americana.
O estudo, revisto por pares, incluiu 18 temas de pesquisa de todo o mundo.
"Todos os eventos extremos de 2012 considerados neste relatório, baseados nas análises dos autores, provavelmente teriam ocorrido independentemente das mudanças climáticas", disse Thomas Karl, diretor do Centro de Dados Climáticos Nacionais da Agência Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês).
O objetivo do esforço de pesquisa é compreender se eventos extremos são propensos a ocorrer mais frequentemente no futuro e "se a sua intensidade está mudando por causa de fatores naturais ou de mudanças causadas pelo homem", disse Karl a jornalistas.
Foto de 8 de março de 2011 mostra mulher em meio a enchente em Cardwell, AustráliaSegundo cientistas, a influência humana no clima pode ser em parte culpada pelas fortes chuvas na Austrália e na Nova Zelândia e na seca recorde de inverno no sudoeste da Europa.
No entanto, chuvas incomuns em China e Japão, ainda que extremas, não parecem ter tido um vínculo claro com as mudanças climáticas causadas pelo homem. Nem a seca de 2012 nos Estados Unidos parece ter sido influenciada pelas mudanças climáticas, embora o mesmo grupo de cientistas tenha reportado no ano passado que um clima severamente seco a partir de 2011 parece ter sido agravado pelo aquecimento global antropogênico.
A atribuição de eventos extremos é difícil porque as mudanças climáticas podem ser um fator contribuinte, mas não o único, afirmou Tom Peterson, principal cientista do Centro de Dados Climáticos da NOAA.
Se a variabilidade natural no clima puder ser comparada a motoristas que dirigem perigosamente ou ruas escorregadias, ele considerou que pisar fundo no acelerador é como o aumento na intensidade das chuvas e no nível do mar, que são causados pelo aquecimento global.
"Nós sabemos que o mundo está esquentando e a razão principal é a queima de combustíveis fósseis", disse Peterson.
Um dos exemplos mais fortes da influência humana foi vista na incomum onda de calor registrada no leste dos Estados Unidos entre março e maio de 2012. A contribuição humana para o evento foi estimada em 35%, elevando o risco de ocorrer tão onda de calor em 12 vezes.

Cientistas conseguem reverter síndrome de Down em laboratório


Cientistas americanos descobriram uma forma de reverter a síndrome de Down em ratos de laboratório recém-nascidos, injetando um composto experimental que faz com que o cérebro cresça normalmente.
Embora o estudo, publicado no periódico Science Translational Medicine, não ofereça vínculo direto a um tratamento em humanos, os cientistas são esperançosos de que algum dia possa oferecer um caminho para futuras descobertas.
Cientistas americanos descobriram uma forma de reverter a síndrome de Down em ratos de laboratórioNão há cura para a síndrome de Down, que é provocada pela presença de um cromossomo excedente, que produz cópias extras de mais de 300 genes, causando problemas intelectuais, traços faciais característicos e às vezes outros problemas de saúde.
A equipe da Universidade Johns Hopkins usou ratos de laboratório que foram geneticamente modificados para ter cópias extras de cerca de metade dos genes encontrados no cromossomo humano 21, provocando condições similares à da síndrome de Down - entre elas, cérebro menor e dificuldade em aprender como se mover em um labirinto.
No dia em que os ratos nasceram, os cientistas injetaram neles uma pequena molécula, conhecida com o nome de agonista da via Sonic Hedgehog.
O composto, cuja segurança para uso em humanos não foi testada, foi concebido para estimular o crescimento normal do cérebro e do corpo através do gene denominado SHH.
O gene dá instruções para produzir uma proteína denominada Sonic Hedgehog, que é essencial para o desenvolvimento.
"Funciona lindamente", disse o autor do estudo, Roger Reeves, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins.
"A maioria das pessoas com síndrome de Down tem um cerebelo com cerca de 60% do tamanho normal", afirmou.
"Nós conseguimos normalizar completamente o crescimento do cerebelo até a idade adulta com esta injeção única", acrescentou.
A injeção também produziu benefícios inesperados no aprendizado e na memória, normalmente vinculados a uma parte diferente do cérebro conhecida como hipocampo.
Os cientistas descobriram que os ratos tratados se saíram tão bem quanto os normais em um teste no qual precisavam localizar uma plataforma no meio de uma piscina.
No entanto, ajustar o tratamento para uso em humanos seria complicado, pois alterar o crescimento do cérebro poderia ter consequências indesejáveis, como provocar câncer, por exemplo.
"A síndrome de Down é muito complexa, e ninguém pensa em uma panaceia que normalize essa condição", disse. "Será necessário adotar abordagens múltiplas", acrescentou.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ALIMENTOS TRANSGÊNICOS


Os alimentos transgênicos  são geneticamente modificados com o objetivo de melhorar a qualidade e aumentar a produção e a resistência às pragas, visando o lucro.
O DNA desses alimentos é modificado.

Em algumas técnicas, são implantados fragmentos DNA de bactérias, vírus ou fungos  no DNA da planta. Esses fragmentos contêm genes que codificam a produção de herbicidas. As plantas que receberam esses genes produzem as toxinas contra as pragas da lavoura, não necessitando de certos agrotóxicos. Algumas são resistentes a certos agrotóxicos, pois em determinadas lavouras precisa-se exterminar outro tipo de vegetal, como ervas daninhas, e o mesmo agrotóxico acaba prejudicando a produção total.
Alguns produtos são modificados para que contenha um maior valor nutricional, como o arroz dourado da Suíça, que é muito rico em betacaroteno, substância precursora de Vitamina A. O arroz é um alimento muito consumido em todo o mundo, e quando rico em betacaroteno, ajuda a combater as doenças por deficiência de vitamina A.
Alguns vegetais são modificados para resistirem ao ataque de vírus e fungos, como a batata, o mamão, o feijão e banana. Outros são modificados para que a produção seja aumentada e os vegetais sejam de maior tamanho. Existem também alimentos que têm o seu amadurecimento prolongado, resistindo por muito mais tempo após a colheita.

Pontos positivos

  • Aumento da produção
  • Maior resistência à pragas (vírus, fungos, bactérias e insetos)
  • Resistência aos agrotóxicos
  • Aumento do conteúdo nutricional
  • Maior durabilidade e tempo de estocagem

Pontos negativos

  • A seleção natural tende a ser maior nas plantas que não são transgênicas.
  • Eliminação de populações naturais de insetos, animais e outras espécies de plantas.
  • Aumento de reações alérgicas em determinadas pessoas

Segurança

Muitas plantas são cultivadas e analisadas pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), porém a comercialização dessas especialidades ainda não está autorizada.
Muitos transgênicos ainda não são autorizados para serem comercializados em decorrência da polêmica gerada pelo impacto ambiental e reações alérgicas já observadas em algumas pessoas.
A empresa responsável pela autorização do plantio e comercialização é a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Rotulagem

Muitos transgênicos estão chegando à mesa dos consumidores sem as devidas informações. Todos os consumidores têm o direito de saber o conteúdo do produto que está consumindo e as consequências disso, inclusive qual foi a técnica empregada para a melhoria daquele alimento.

CLONAGEM

A clonagem  (do grego Klon = broto vegetal) é processo natural ou artificial onde são produzidos organismos geneticamente idênticos. Trata-se de um tipo de reprodução assexuada  pois não envolve troca de gametas entre indivíduos.
Histórico
Em 1903 o botânico Herbert J. Webber criou o termo clonagem. Mas ela ficou mundialmente conhecida com a clonagem da ovelha Dolly, que nasceu dia 5 de julho de 1996, feita pelo cientista escocês Ian Wilmut. Em 2001 um médico italiano, chamado Severino Antinori teve a intenção de clonar num ser humano, o que causou grande agito na sociedade cientifica. Outros cientistas até anunciaram que havia clonado um ser humano, porem esses fatos nunca foram provados.
Clonagem reprodutiva
A clonagem reprodutiva se refere à produção se seres vivos geneticamente idênticos, ou seja, produção cópias idênticas de seres vivos, sejam eles animais, vegetais ou humanos. Neste processo, normalmente o núcleo de uma célula reprodutiva é retirado e esta recebe uma célula somática, que irá se fundir e se dividir, comportando-se como um embrião normal. Este embrião é implantado em uma mãe de aluguel. O organismo formado é geneticamente idêntico ao organismo doador da célula somática. Assim que a ovelha Dolly foi clonada. A célula somática utilizada é de uma glândula mamária.
Clonagem terapêutica
O objetivo desta técnica é produzir células-tronco para o tratamento de doenças e produção de órgãos para transplante. Esta técnica é a esperança de muitas pessoas portadoras de doenças como diabetes, Parkinson e Alzheimer. Esta técnica esbarra em muitos preconceitos e parâmetros éticos. O processo de produção de uma célula é muito parecido com a clonagem reprodutiva, porem a célula não é implantada no útero. As células-tronco embrionárias podem se diferenciar em todos os tipos de tecidos e são chamadas de multifuncionais, já as adultas não possuem esta capacidade, cada uma dá origem ao mesmo órgão.
Benefícios da clonagem
Os cientistas têm muitas esperanças com relação à clonagem na cura de doenças, porem esbarram em parâmetros éticos. Mas acreditam que no futuro a clonagem possa produzir células de órgãos ou até órgãos inteiros, salvando a vida de muitas pessoas e diminuindo a fila dos transplantes. Que também possa utilizar células do próprio organismo no lugar de implantes mamários, clonando as células de gordura, por exemplo. A clonagem de seres humanos poderá solucionar os casos de infertilidade e até evitar que crianças nasçam com defeitos genéticos. Espécies de animais com risco de extinção podem ser clonados.
Riscos da clonagem humana
Muitos médicos “espertinhos” podem querer lucrar muito com esta técnica, clonando seres humanos, cobrando muito dinheiro por isso.
Como ocorreu na ovelha Dolly, os clones podem ter envelhecimento precoce, uma vez que são originados de uma célula adulta.
A individualidade do organismo passa a ser invadida, pois ele será ou terá uma cópia andando por aí.
Muitas pessoas clonadas podem ser alvos de preconceito.
Aspectos éticos
Todos nos sabemos que a clonagem pode acabar se tornando um grande comércio no futuro e acabar fugindo do controle. O custo desta técnica é e será cada vez mais caro e poucas pessoas terão acesso a ela.
“A ciência precisa seguir em frente no seu objetivo de antecipar-se ao futuro, com prudência e controle democrático sobre suas aplicações práticas”. (Revista Scientifc American, Ano 2, nº 14).
Segundo a reportagem “Prós e contras da clonagem humana”, ela pode sim ser realizada, porem necessita de limites e um equilíbrio, respeitando os valores morais e éticos. Uma legislação deve ser construída democraticamente com a participação de todos garantindo uma tecnologia segura a serviço da humanidade, que respeite os valores humanos e ao mesmo tempo possa desenvolver novas tecnologias.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Descoberta nova espécie de carnívoro em florestas da América do Sul

O olinguito, um pequeno mamífero que parece uma mistura de gato e ursinho de pelúcia, originário das florestas das regiões andinas do Equador e da Colômbia, foi apresentado esta quinta-feira por cientistas como a primeira espécie de carnívoro descoberta no continente americano em 35 anos.
Este animal de olhos grandes e pelagem felpuda vermelha-alaranjada já tinha sido visto há anos nas selvas do Equador e da Colômbia, e também em museus e zoológicos, mas era confundido com seu parente mais próximo, o olingo, explicaram os autores da descoberta, divulgada na edição desta quinta-feira da revista americana Zookeys.
Mas os especialistas detectaram que este mamífero, que os habitantes dos bosques andinos chamam de "neblina", era diferente do olingo porque não acasalava com ele.
Pesando 900 gramas, a nova espécie, denominada 'Bassaricyon neblina', é o mais novo membro da família Procyonidae, à qual pertencem, entre outros, os guaxinins, os juparás e os olingos.
"A descoberta do olinguito nos mostra que o mundo não está completamente explorado e que seus segredos mais elementares não foram revelados", afirmou Kristofer Helgen, curador de mamíferos no Museu de História Natural do Instituto Smithsonian em Washington e chefe da equipe de pesquisas que encontrou a nova espécie.
"Se ainda é possível encontrar novos carnívoros, quais outras surpresas nos esperam", acrescentou.
"Documentá-las é o primeiro passo para o entendimento de toda a riqueza e diversidade da vida na Terra", afirmou o pesquisador.
-- Espécie embaixadora --
A descoberta do olinguito foi o surpreendente resultado de uma década de pesquisas para categorizar os olingos, uma família de várias espécies de carnívoros que vivem nas árvores, agrupadas no gênero Bassaricyon.
Ao examinar mais de 95% dos espécimes de olingos em museus, junto com exames de DNA e dados históricos, a equipe de Helgen descobriu evidências do olinguito, uma espécie que até o momento não tinha sido identificada.
O primeiro indício que chamou a atenção dos pesquisadores foi o tamanho da cabeça e dos dentes dos olinguitos, menores e de formato diferente aos de seus primos, olingos.
Estudos comparativos sobre as peles destes animais nos museus concluíram ainda que a nova espécie era menor e com pelagem mais comprida e densa.
Seu hábitat, uma única região das montanhas andinas, entre os 1.500 e os 2.700 metros sobre o nível do mar, também foi determinante porque estava a uma altitude muito superior de onde vivem os olingos.
Mas a informação foi obtida de espécimes coletados no começo do século XX e os cientistas precisavam comprovar se os olinguitos ainda existiam na natureza.
Para isso, Hengel lançou-se a uma nova expedição de três semanas nos bosques andinos, ao lado de Roland Kays, diretor do laboratório de Biodiversidade do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte (sudeste dos EUA), e o zoólogo equatoriano Miguel Pinto.
Os cientistas passaram dias gravando e documentando a vida, o comportamento e o hábitat dos olinguitos.
A equipe determinou que a nova espécie é predominantemente noturna e come sobretudo frutas, embora também se alimente de insetos. Poucas vezes deixa as árvores e teria um único filhote por vez.
Mas também encontraram que estes animais se veem ameaçados pelo desenvolvimento humano, com 42% de seu hábitat histórico agora transformado em áreas agrícolas ou urbanas.
"Esperamos que o olinguito sirva como espécie embaixadora dos bosques nebulosos de Equador e Colômbia, para chamar a atenção do mundo para estes hábitats críticos", disse Helgen.

"Água em pó" pode tornar a seca um problema do passado



Enquanto a ONU afirma que a maior parte da água usada no planeta vai para a irrigação, pesquisadores estão desenvolvendo uma série de ideias para fazer render mais a água utilizada na agricultura.
Nas últimas semanas, muitos se empolgaram com um produto que afirmam ter potencial para superar o desafio global de se cultivar em condições áridas.
Denominado "Chuva Sólida", ele é um pó capaz de absorver enormes quantidades de água e ir liberando o líquido aos poucos, para que as plantas possam sobreviver em meio a uma seca.
Um litro de água pode ser absorvido por apenas 10 gramas do material, que é um tipo de polímero absorvente orginalmente criado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).
Nos anos 1970, o USDA desenvolveu um produto superabsorvente feito de um tipo de goma. Ele foi usado principalmente na fabricação de fraldas.

Como seria o transporte público em uma cidade ideal? Descubra
Como seria o transporte público em uma cidade ideal? Descubra

Potencial
Mas um engenheiro químico mexicano chamado Sérgio Jesus Rico Velasco via no produto um potencial que ia além de deixar bebês sequinhos.
Ele então desenvolveu e patenteou uma versão diferente da fórmula, que pode ser misturada com o solo para reter a água.
O engenheiro vem vendendo a "Chuva Sólida" no México há cerca de 10 anos. Sua empresa afirma que o governo mexicano testou o produto e concluiu que a colheita poderia ser ampliada em 300% quando ele era misturado ao solo.
Segundo Edwin González, vice-presidente da empresa Chuva Sólida, o produto agora vem atraindo um interesse cada vez maior, já que crescem os temores por falta de água.
"Ele funciona encapsulando água e pode durar 8 a 10 anos no solo, dependendo da qualidade da água. Se você usar água pura, ele dura mais."
A empresa recomenda usar cerca de 50 quilos do produto por hectare (10 mil metros quadrados), mas essa quantia custa cerca de US$ 1.500 (o equivalente a R$ 3.500).
Segundo Gonzalez, a "Chuva Sólida" é natural e não prejudica o solo, mesmo após ser usada por vários anos. Ele afirma que o produto não é tóxico e que, ao se desintegrar, o pó se torna parte das plantas.

'Aquecimento é história pra boi dormir', diz professor
"Aquecimento é história pra boi dormir", diz professor

'Sem evidências'
No entanto, nem todos estão convencidos de que a "Chuva Sólida" é uma solução válida para o problema da seca.
A professora Linda Chalker-Scott, da Universidade do Estado de Washington, afirma que esses produtos não são novidade. "E não há evidência científica que sugira que eles armazenem água por um ano.", disse ela à BBC.
"Outro problema prático é que esse gel pode também causar problemas. Isso porque à medida que eles secam, ele vai sugando a água ao redor dele mais vigoorosamente. E assim ele desvia a água que iria para a raiz das plantas."
Segundo ela, usar adubo de lascas de madeira produz o mesmo efeito e é significantemente mais barato.
González, no entanto, tem uma opinião diferente: "Os outros concorrentes não duram três ou quatro anos. Os únicos que duram tanto são os que usam sódio em suas formulas, mas eles não absorvem tanto."
Apesar do fato de que a ciência ainda não estar totalmente confiante nos benefícios de produtos como esse, González afirma que sua empresa recebeu milhares de pedidos vindos de locais áridos, inluindo Índia e Austrália. Ele também recebeu encomendas da Grã-Bretanha, onde secas não chegam a ser um problema.