quarta-feira, 3 de abril de 2013

EUA registram aumento dramático dos diagnósticos de TDAH


Quase um em cada cinco adolescentes americanos sofre de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), o que representa um aumento dramático na última década, informou o jornal New York Times.
A condição, para a qual estimulantes potentes como Adderal ou Ritalina costumam ser receitados, afetava, segundo cálculos anteriores, de 3 a 7% das crianças.
O jornal compilou dados de números preliminares fornecidos pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que fez uma pesquisa por telefone com 76.000 pais entre 2011 e 2012.
A reportagem afirma que 15% dos meninos em idade escolar nos Estados Unidos receberam diagnóstico de TDAH, contra 7% entre as meninas.
Entre os jovens com idades entre 14 e 17 anos, o resultado é ainda maior: 19% para os meninos e 10% para as meninas.
De acordo com estimativas, 6,4 milhões de crianças com idades entre 4 e 17 anos receberam um diagnóstico de TDAH em algum ponto de suas vidas, um aumento de 16% desde 2007 e de 53% na última década, segundo o NYT.
Especialistas afirmaram que os números são surpreendentes e aumentam as preocupações com o potencial abuso de medicamentos usados para tratar o TDAH, assim como os riscos do uso equivocado, incluindo psicose, ansiedade e vício.
"Nós precisamos garantir o equilíbrio", afirmou o diretor do CDC, Thomas Frieden.
"Os remédios corretos para TDAH, dados às pessoas certas, podem fazer uma grande diferença. Infelizmente, o uso equivocado parece estar crescendo a um nível alarmante", completou.
James Swanson, professor de Psiquiatria na Universidade Internacional da Flórida e um pesquisador renomado de TDAH, manifestou preocupação com as descobertas.
"Não há como um em cada cinco meninos do ensino médio ter TDAH", afirmou.
"Se nós começarmos a tratar crianças que não têm o transtorno com estimulantes, um certo percentual terá problemas que são previsíveis: alguns deles terminarão com abuso e dependência".
O jornal também destaca que as vendas de estimulantes que tratam o TDAH mais do que dobraram nos últimos anos. Em 2007, as vendas alcançaram quatro bilhões de dólares, enquanto em 2012 atingiram nove bilhões de dólares.

EUA lançam ambicioso programa de pesquisa para mapear cérebro humano

Washington, 2 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira um ambicioso programa multidisciplinar que, com um investimento inicial de US$ 100 milhões, pretende traçar um mapeamento do cérebro humano para auxiliar a cura de doenças como Alzheimer e epilepsia.
"A nossa é uma nação de sonhadores, de gente que se arrisca", afirmou Obama no Salão Oval da Casa Branca diante dos cientistas e empresários envolvidos na iniciativa. "Agora é o momento de alcançar um nível de pesquisa e de desenvolvimento que não observávamos desde os tempos mais intensos da corrida espacial", completou o presidente.
"Os computadores, a internet e outros avanços nasceram com financiamento do Governo, e o próximo grande projeto dos Estados Unidos será a iniciativa do cérebro", ressaltou Obama.
Oficialmente conhecida como Breakthrough Research And Innovation in Neurotechnology (BRAIN, na sigla em inglês), a iniciativa tem uma atribuição de mais de US$ 100 milhões no projeto de orçamento para o período fiscal 2014, que, por sinal, o governo de Obama divulgará ainda neste mês.
No começo do programa, se Obama obtiver o apoio do Congresso, os Institutos Nacionais de Saúde gastarão US$ 40 milhões, a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada (DARPA) do Departamento de Defesa repassará outros US$ 50 milhões, enquanto a Fundação Nacional de Ciências cederá outros US$ 20 milhões.
Entre os objetivos da iniciativa lançada hoje, destaca-se o auxilio aos cientistas encontrar maneiras de tratar, curar e, inclusive, prevenir doenças como o mal de Alzheimer e a epilepsia, além da reparação danos traumáticos sofridos pelo cérebro.
"Fizemos avanços científicos e tecnológicos assombrosos em apenas poucas décadas, mas ainda não desentranhamos o mistério dessas 1.300 gramas de matéria situadas entre nossas orelhas", assinalou Obama. "Há ali 100 bilhões de neurônios que fazem trilhões de conexões".
O líder já tinha anunciado sua decisão de lançar um programa de prospecção cerebral durante seu discurso sobre o Estado da União, no último dia 12 de fevereiro, quando se referia a outra iniciativa parecida: "cada dólar investido no Projeto do Genoma Humano rendeu US$ 140 em benefícios econômicos".
O Governo dos EUA investiu US$ 3,8 bilhões no Projeto do Genoma Humano ao longo de 13 anos e, de acordo com alguns analistas, os resultados gerados pela ampla pesquisa geraram aproximadamente US$ 796 bilhões em atividade econômica.
A iniciativa do BRAIN foi iniciada em uma conferência de neurocientistas em 2011 na Inglaterra, onde foi proposto um esforço de grande magnitude e coordenado para o desenvolvimento de tecnologias para o estudo da atividade do cérebro e para "medir cada faísca de cada neurônio" em um circuito neural.
O estudo das complexas estruturas neurais do cérebro poderia combinar ferramentas tradicionais, como a imagem de ressonância magnética, com tecnologias mais inovadoras, como os nanosensores e as sondas sem fios de fibra óptica implantadas no cérebro, além de células modificadas geneticamente que podem ser conectadas com células do cérebro para registrar sua atividade.
Ralph Greenspan, co-diretor do Instituto Kavli para o Cérebro e Mente na Universidade de Columbia, apontou que "o plano de mapeamento cerebral é diferente do plano do genoma, ja que essa questão se mostra muito mais complexa".
"Foi muito fácil definir qual era a meta do projeto do genoma humano. Mas, neste caso, temos uma questão mais difícil e fascinante: quais são os padrões de atividade em todo o cérebro e, em última instância, como eles funcionam", afirmou Greenspam.
Além das novas nanotecnologías, o plano mobilizará a enorme capacidade de processamento, análise e combinação de dados nos computadores, tendo em vista que, entre os participantes do planejamento, aparecem empresas como Google, Microsoft e Qualcomm.
No entanto, a iniciativa também tem seus críticos. "Uma coisa é que se atribuam fundos para a neurociência. Outra coisa termos um projeto centralizado de dez anos para 'resolver o cérebro'", escreveu em seu blog o biólogo Michael Eisen, da Universidade da Califórnia. EFE

Estudo sugere que comer peixe é receita de longevidade


As pessoas com mais de 65 anos que comem peixe podem viver, em média, dois anos a mais do que pessoas que não consomem os ácidos-graxos ômega-3 encontrados principalmente nos frutos do mar, sugeriu um estudo publicado nesta segunda-feira.
Segundo a pesquisa, pessoas com níveis mais altos de ácidos-graxos ômega-3 também tiveram um risco geral de morrer 27% menor e um risco de morrer de ataque cardíaco 35% inferior ao de indivíduos com as mesmas características, mas níveis sanguíneos da substância inferiores.
O estudo, liderado por cientistas da Escola de Saúde Pública de Harvard, foi publicado nos Anais de Medicina Interna.
Enquanto outros estudos demonstraram um vínculo entre ácidos-graxos ômega-3 e um risco menor de desenvolver doenças cardíacas, esta pesquisa examinou registros de pessoas mais velhas para determinar qualquer vínculo entre o consumo de carne de peixe e o risco de morrer.
Os cientistas analisaram dados de 16 anos de cerca de 2.700 adultos americanos com 65 anos ou mais. Aqueles considerados no estudo não ingeriam suplementos de óleo de peixe de forma a evitar a confusão sobre o uso de suplementos e diferenças na dieta.
As pessoas com níveis sanguíneos maiores de ácidos-graxos ômega-3, encontrados sobretudo em peixes como salmão, atum, halibute, sardinha, arenque e cavala, tiveram os menores riscos de morrer de qualquer causa e viveram, em média, 2,2 anos a mais do que aquelas com níveis baixos das substâncias.
Os cientistas identificaram o ácido docosahexaenoico (DHA) como o mais fortemente vinculado a um risco inferior de doença cardíaca coronariana.
O ácido eicosapentaenoico (EPA) foi fortemente relacionado a um risco menor de ataque cardíaco não fatal, enquanto o ácido docosapentaenoico (DPA) foi mais fortemente associado a um risco menor de morrer de acidente vascular cerebral.
As descobertas persistiram quando os pesquisadores fizeram ajustes demográficos, de estilo de vida e dietéticos.
"Nossas descobertas sustentam a importância de níveis sanguíneos adequados de ômega-3 para a saúde cardiovascular e sugerem que mais tarde na vida estes benefícios podem na verdade prolongar os anos restantes", afirmou o principal autor do estudo, Dariush Mozaffarian, professor associado do Departamento de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública de Harvard.
"A melhor relação custo-benefício é passar de nenhuma ingestão à ingestão moderada, ou cerca de duas porções de peixes ricos em ácidos-graxos por semana", disse Mozaffarian.

Produção de fertilizantes causa grave poluição na China

Produção de fertilizantes causa grave poluição na China

As centenas de milhões de toneladas de lixo produzido pela indústria de fertilizantes fosfatados ocasionaram graves contaminações em diversas regiões da China, afirmou o Greenpeace nesta terça-feira.
Desde 2001, a China duplicou sua capacidade de fabricação de fertilizantes fosfatados, convertendo-se no líder mundial desse setor, com 40% da produção em nível planetário. O país sofre atualmente com um excesso de capacidade, segundo a ONG de proteção ao meio ambiente.
No entanto, esta indústria gera um subproduto muito poluente, o fosfogesso, do qual são encontradas grandes quantidades armazenadas de forma ilegal e perigosa. "É uma bomba-relógio", denunciou a ONG em um relatório a respeito divulgado nesta terça.
"A China já acumulou ao menos 300 milhões de toneladas de fosfogesso, ou seja, ao menos 200 kg por habitante. E o pior é que o fosfato de gesso contém uma gama de substâncias altamente nocivas", declarou Lang Xiyu, um dos pesquisadores.
A ONG divulgou fotos e vídeos que mostram a existência de gigantescos depósitos ao ar livre deste subproduto (que cobre, por exemplo, 33 hectares na província de Sichuan), a pouca distância de um rio e de zonas habitadas e, segundo o Greenpeace, em violação flagrante das leis vigentes.
Análises de amostras tiradas no local revelaram a presença de arsênico, cádmio, cromo, mercúrio e outros metais pesados extremadamente nocivos.

terça-feira, 2 de abril de 2013

JUVENTUDE SUSTENTÁVEL

ABRIL - MÊS DA LEITURA


Nove alimentos para deixar a imunidade nas alturas


Transforme-os em aliados e deixe a saúde perfeita


Por Minha Vida

Sua imunidade anda baixa? Ou, melhor ainda, você não quer dar chance para que nenhum mal afete a sua saúde? Aposte em um prato de comida bem equilibrado, principalmente com os ingredientes certos. "Os alimentos são ricos em vitaminas, minerais e outras substâncias que auxiliam na manutenção do sistema imunológico", afirma Ioná Zalcman, mestre em nutrição pela Universidade Federal de São Paulo. De acordo com a nutricionista, atingir a recomendação diária de consumo de frutas e vegetais já garante uma defesa melhor. "O consumo deve ser de cinco porções por dia: três frutas e dois vegetais", completa. A seguir, confira a lista de campeões da blindagem e conheça os motivos que tornam esses alimentos poderosos aliados do organismo.

Frutas cítricas - Foto: Getty Images
Frutas cítricas, como laranja, acerola, kiwi, tomate, além de brócolis, couve e pimentão verde e vermelho são ricos em vitamina C, antioxidante que aumenta a resistência do organismo
Vegetais - Foto: Getty Images Vegetais verdes escuros (brócolis, couve, espinafre), feijão, cogumelo (shimeji) e fígado são alguns dos alimentos que apresentam ácido fólico. O nutriente auxilia na formação de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo
Leguminosas - Foto: Getty Images Carne, cereais integrais, castanhas, sementes e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico), são ricos em zinco, nutriente que combate resfriados, gripes e outras doenças do sistema imunológico
Noz e castanha - Foto: Getty Images Noz, castanha, amêndoa e óleos vegetais (de girassol, gérmem de trigo, milho e canola) são ricos em vitamina E. Ela é benéfica, principalmente para os idosos, agindo no combate à diminuição da atividade imunológica por conta da idade
Tomates - Foto: Getty Images Rico em licopeno, o tomate é forte aliado para combater doenças cardiovasculares, removendo radicais livres do organismo
Comida Japonesa - Foto: Getty Images O ômega-3 presente, por exemplo, no azeite e no salmão, auxilia as artérias a permanecerem longe de inflamações, ajudando a imunidade do corpo
Cogumelos - Foto: Getty Images A castanha-do-Pará e cogumelos (Champignon) contêm selênio, um forte antioxidante que combate os radicais livres, melhorando a imunidade do corpo e acelerando a cicatrização do organismo
Gengibre - Foto: Getty Images Rico em vitaminas C, B6 e com ação bactericida, o gengibre vai além de ajudar a tratar inflamações da garganta e auxilia nas defesas do organismo
Pimentas - Foto: Getty Images A pimenta é fonte de betacaroneto, substância que se transforma em vitamina A, nutriente que protege o organismo de infecções